Publicado por: Fred | Maio 29, 2009

Sobre o MAN 1 parte 2

Transcrevo aqui a entrevista do Vice- almirante Castro a Defesanet. Um texto longo porém com informações importantes para o entendimento do desenvovimento do MAN 1.

Entrevista com o Vice-Almirante (RM1) RONALDO FIÚZA DE CASTRO

Gerente do Projeto de Desenvolvimento do míssil

nacional superfície-superfície (SSM)

O VA (RM1) Ronaldo Fiúza de Castro é o Gerente do Projeto de Desenvolvimento do míssil nacional superfície-superfície (SSM – do inglês “Surface-to-Surface Missile”) pela Marinha do Brasil (MB). Esse projeto é considerado um dos mais importantes em curso atualmente na nossa Marinha, perdendo apenas para o do Submarino Nuclear. Antes de iniciar a entrevista o Alte. Fiúza deixou bem claro que ele não está emitindo opiniões e posições da Marinha, ele só exporia as suas opiniões pessoais e comentaria sobre fatos concretos.

DEFESANET: Alte Fiúza, por que o senhor solicitou que fosse realizada esta entrevista?

Alte. Fiúza: É a oportunidade de esclarecer alguns pontos relacionados a este projeto que estão sendo divulgados pela imprensa. Tudo o que será comentado aqui são fatos concretos e as opiniões e posicionamentos pessoais meus.

DEFESANET: Qual é, então, o objeto do Projeto do Míssil Nacional?

Alte. Fiúza: O Objeto deste projeto é um míssil anti-navio produzido no Brasil que possa ser lançado dos lançadores existentes atualmente da MB. O alcance desse míssil será compatível com os sensores de bordo, atualmente isto significa cerca de 60 km. Isto é, as características do míssil devem ser aproximadamente as do EXOCET MM40 Bk I.

DEFESANET: Quando foi que a MB decidiu partir para o projeto de um míssil SSM nacional ?

Alte. Fiúza: O projeto do míssil anti-navio nacional é uma idéia muito antiga. No final da década de 1970, o Alte Branco, então Diretor da antiga DACM (Diretoria de Armamento e Comunicações da Marinha) resolveu que era necessário formar uma equipe para tratar de um projeto de um míssil nacional. Vários Oficiais foram naquela época enviados para se especializarem no assunto. Eu acabei escolhido para, em 1980, ir cursar mestrado em engenharia aeronáutica no MIT na área de controle, navegação e guiagem de mísseis.

DEFESANET: O que foi feito na ocasião?

Alte. Fiúza: A idéia, em 1982, quando voltei dos USA, era a mesma de hoje em dia: produzir um míssil que tivesse o alcance de nossos sensores. Algo em torno de 30 milhas náuticas (cerca de 60 km).

Este tipo de míssil sempre será necessário em qualquer Marinha, é quase que uma continuação do conceito de “Bateria Principal” nos navios antigos. É lógico que países do Primeiro Mundo e Marinhas mais ricas podem se dar ao luxo de alcances maiores e mísseis mais caros, esperando uma possível OTHT (Over-The-Horizon Targeting) oferecidas por outros meios, mas sempre haverá lugar num navio patrulha ou escolta de um míssil anti-navio barato que possa engajar alvos dentro do seu horizonte radar .

Havia, naquele momento, o oferecimento de uma empresa israelense de se montar uma fábrica para produzir o míssil GABRIEL III no Brasil. Contudo, como era apenas uma transferência de “know-how” e não de “know-why”, a MB decidiu não prosseguir com as negociações. Posteriormente, os israelenses partiram para negociar com a África do Sul e lá fizeram o míssil SKORPION.

DEFESANET: Mas essa fábrica não poderia ser encarada como um primeiro passo na direção do SSM nacional?

Alte. Fiúza: Certamente seria um passo, mas provavelmente não nos levaria a lugar algum. Há uma história bastante elucidativa a esse respeito: Na década de 1950, a MB comprou uma fábrica de torpedos MK 15 que era capaz de fazer tudo daquele torpedo. Entravam os insumos e saia o produto acabado. Essa fábrica funcionou durante algum tempo em Niterói. Contudo, ela fabricou apenas cerca de 50 unidades e a MB decidiu que não havia mais necessidade de produzir outros. A fábrica produziu então material de teste, bancadas e até brindes. Depois, por falta de demanda, ficou em estado vegetativo. Quando chegou a hora de partir para o MK 16, lançado por submarinos, fomos incapazes de fazer o salto tecnológico necessário. Faltava-nos o conhecimento da engenharia de projeto. Só sabíamos construir bem feito aquilo que tinha sido programado.

DEFESANET: O senhor então não acredita em transferência de tecnologia?

Alte. Fiúza: É claro que acredito! Porém transferência de tecnologia só acontece num momento mágico em que há alguém que sabe o bastante para ter uma dúvida e existe um outro alguém, mais experiente, que fornece a resposta correta. Só nessas condições haverá de fato uma transferência de conhecimento. Não adianta mandarem livros, manuais ou darem cursos teóricos se esta premissa não for atendida. Na ocasião, os israelenses deixaram claro que não iriam responder a qualquer pergunta técnica sobre a engenharia de projeto de mísseis.

DEFESANET: O que aconteceu a partir de então?

Alte. Fiúza: Por vários motivos, a MB continuou adquirindo seus Exocet, exatamente como havia feito desde 1975. Até que em 2001, a MB recebeu uma carta da MBDA avisando que o míssil tipo MM38 que possuíamos não seria mais apoiado pela empresa. Isso depois de muito alardearem sobre as vantagens de seus novos mísseis com especificações acima do que precisamos e por volta de 3 vezes mais onerosos. Isso gerou uma desconfortável sensação de impotência na MB e decidiu-se que o projeto do míssil nacional finalmente seria retomado. A MB teria que se desfazer de seus MM38 apesar de serem ainda perfeitamente adequados às tarefas, ameaças e cenários (TAC) esperados. Porém, como a confiabilidade e disponibilidade deles iriam despencar, a MB decidiu adquirir, numa primeira hora, novos mísseis. Foi então que a Marinha se conscientizou que não poderia mais continuar dependendo das condições de lucratividade de empresas estrangeiras em relação a sua arma mais letal. A situação não ficou mais crítica para a MB, pois o MM38 teve uma sobrevida graças, aliás, a Marinha Francesa.

DEFESANET: A decisão, então, foi Estratégica?

Alte. Fiúza: O preço de mísseis, como o de qualquer arma importante, é político. O que um Estado está disposto a pagar a outro Estado para ter uma arma? No caso de fornecedores como a antiga URSS, esse preço era aderir a uma ideologia, no caso dos USA era aceitar uma graduação tecnológica determinada por eles e no caso dos europeus era pagar preços exorbitantes por material de, digamos, “penúltimo” estado da arte. Por isso, a decisão de produzir ou não uma arma no seu próprio País é naturalmente estratégica.

DEFESANET: Como, então, se iniciou essa empreitada?

Alte. Fiúza: Houve primeiramente um projeto chamado de “munição inteligente” que se desenvolveu entre 2003 e 2005. Nesse projeto foram levantados todos os passos da sequência reversível e, principalmente da sequência irreversível de lançamento do míssil. Isso permitiu que o IPqM (Instituto de Pesquisas da Marinha) com supervisão da DSAM (Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, órgão que sucedeu a DACM) adaptasse um lançador de MM38 para lançar o MM40. Um lançamento foi realizado com sucesso no final de 2005. Esse projeto nos deu segurança para partir com confiança para o projeto nacional. Além disso, como passamos a dominar a interface entre o míssil e o sistema de lançamento, temos como iniciar o projeto.

DEFESANET: Qual foi o próximo passo?

Alte. Fiúza: Bem, a MB aceitou descartar os mísseis MM38, mas resolveu “forçar a barra” e dizer a MBDA que iria nacionalizar o motor foguete, parte perecível mais crítica do míssil. Daí, ela deixou claro que a empresa poderia aceitar colaborar no desenvolvimento e ser contratada para isso, ou se negar a fazer o que não impediria que a MB realizasse todos os esforços possíveis para montar esse componente. Com ou sem a MBDA, a MB iria fazer o seu míssil SSM. Felizmente, a MBDA resolveu colaborar, o que tem feito com grande competência e dignidade. Ela tem auxiliado nossas empresas a se capacitarem dentro dos rigorosos padrões da área de mísseis e nos introduzido a modernas ferramentas de gerenciamento. Entretanto, devo frisar que essa transferência de tecnologia só esta ocorrendo porque há profissionais com grande conhecimento a respeito de mísseis não só na MB, como também, nas empresas nacionais envolvidas.

DEFESANET: E quais empresas são essas?

Alte. Fiúza: De início, contratamos a Avibrás e a MBDA para que a primeira, com apoio da segunda, produza o motor foguete que será colocado nos Exocet da MB. Esse motor em nada é igual ao antigo, sua tecnologia é bem mais moderna mas ele deverá satisfazer aos requisitos de interface e desempenho para ser integrado ao MM-40.

A Mectron, por sua vez, está trabalhando, com uma cabeça telemétrica com apoio da MBDA.

A ARES está encarregada de produzir e desenvolver o lançador. Os sensores inerciais estão contratados junto ao CTMSP (Centro tecnológico da Marinha em S. Paulo) e a plataforma inercial será produzida pelo Instituto de Pesquisas da Marinha (IPqM). Estamos mantendo contato com empresas que trabalham na área de radiofreqüência para o projeto do “seeker” para substituir o antigo radar ADAC. Estamos, também, mantendo contato com uma grande empresa na área de integração de sistemas para nos auxiliar na supervisão do projeto e temos conversado com o pessoal do CTEX (Centro Tecnológico do Exército) no que tange às pilhas térmicas. A carga útil deve ser produzida pela FAJCMC, a fábrica de munições da MB. A Grande integradora, contudo, deverá ser a Avibrás. É também nossa intenção montar uma raia de testes adequada no Brasil.

DEFESANET: Então a MBDA esta contratada apenas para prestar assistência a essas empresas?

Alte. Fiúza: Não. Temos mais 2 contratos com a MBDA além do de cooperação técnica para desenvolvimento de um motor capaz de substituir o dos mísseis existentes na MB: 1) Contrato de Fornecimento de Motores Foguetes, pois foi acordado que parte dos mísseis da MB será remotorizada com motores fabricados por eles na França; e 2) Contrato para fornecimento de itens que a MB resolveu não partir de início para a sua nacionalização por serem sensíveis à área de segurança: iniciadores e mecanismos de segurança, por exemplo.

DEFESANET: Quais são os prazos e custos do projeto?

Alte. Fiúza: O prazo para se ter o míssil pronto é de 8 anos contados a partir de 2008. Quanto aos custos, prefiro não comentar a fim de poder melhor negociar com as empresas, porém quem tiver acesso ao SIGPLAN do Governo Federal, é só verificar os valores no projeto 1N56. No primeiro ano tivemos R$ 4 milhões e neste ano R$ 7 milhões não estão incluídos os custos do motor e cabeça telemétrica que fazem parte de um projeto separado de certificação dos atuais MM-40 Acredito que a quantidade de verba não seja problema no projeto, mas sim, poder usá-la no que for mais necessário, sempre dentro da sistemática estabelecida pela MB. Ou seja problemas, se existirem, serão de ordem burocrático-legal e não de ordem técnico-financeira. Daí nossa grande esperança na END principalmente na regulamentação do relacionamento Força-Empresa.

DEFESANET: A sua equipe é muito grande?

Alte. Fiúza: Pelo contrário, é estratégia do projeto mantê-la o mais enxuta possível. Somos 5 profissionais, todos contratados pela EMGEPRON. A sede da GEM (Gerência Especial de Mísseis), fica na DSAM.

DEFESANET: O que o senhor nos diz dos riscos do Projeto?

Alte. Fiúza: A parte do motor esta bastante adiantada. A cabeça telemétrica também corre a contento. As demais partes ainda estão no início. Entretanto, não acredito em obstáculos intransponíveis. Os riscos de não se chegar a um motor foguete utilizável são muito pequenos. O que pode haver são atrasos. Por exemplo, um dos componentes do propelente sólido, o PBH/OH era fabricado no Brasil pela Petroflex, empresa que pertencia à Petrobras. Porém ela foi vendida a um grupo estrangeiro que, por falta de interesse econômico, fechou a referida planta. Portanto, algo que antes era fabricado por uma empresa estatal deixou de estar disponível e agora estamos tendo que negociar com outros produtores, que mesmo fornecendo um produto de boa qualidade tem dificuldade em manter um padrão. Futuramente, a Avibrás deve partir para montar a sua própria planta de PBH/OH, mas problemas como esse são emblemáticos.

DEFESANET: Quando o senhor espera realizar os testes do motor?

Alte. Fiúza: São motores que queimarão por volta de 5 minutos. Isso é mais que quase todos os que já foram feitos no Brasil e comparável aos do VLS. Por questões de segurança, o primeiro teste deve ser realizado em terra. Esses testes devem ser realizados já no ano que vem.

DEFESANET: Finalmente, qual seria o seu lema nesse projeto?

Alte. Fiúza: Eu diria que não desejo reinventar a roda, mas se for impossível copiá-la, então, reinventá-la-emos.

O Brasil vem retomando o desenvolvendo sua indústria de defesa desde a virada do milênio notadamente a área de mísseis chama a atenção, tanto pela importância estratégica quanto pelo nível de conhecimento técnico e industrial para sua produção.

Além do já conhecido Piranha, o MA1 A, e o desenvolvimento do seu sucessor o MA1B, o já anunciado MAR1, míssil anti radiação 1, inclusive com vendas confirmadas para o Paquistão, o desenvolvimento de bombas guiadas e de precisão e dos nossos velhos conhecidos foguetes de saturação de área o Astros já em sua segunda versão, temos o desenvolvimento do míssil superfície – superfície para uso naval, o já denominado míssil anti navio 1.

Inicialmente seu projeto monta a década de 80 e era então denominado “barracuda”, porém com a crise das décadas de 80 e 90 o projeto foi interrompido, ressurgindo no início do novo milênio. Em 2001 a marinha retomou o projeto do míssil nacional, com as seguintes necessidades básicas:

Utilizar os lançadores existentes nas embarcações da marinha

Alcance dentro dos sensores embarcados, aproximadamente de 60 km.

Estado da arte em controles e guiagem em vôo.

Custo de aquisição e operacional reduzido, porém compatível com o produto.

A parceira internacional escolhida foi a francesa MBDA, produtora dos exocet e as parceiras nacionais foram primeiramente a AVIBRAS e posteriormente a MECTRON bem como a ARES e outras empresas como a ENGEPRON, da Marinha e o CTEX do Exército.

A primeira fase de desenvolvimento foi a do motor foguete, com queima aproximada de 5 a 6 minutos, que deverá ter seus testes de campo iniciados em 2010.

Logo após o início do projeto iniciou-se a pesquisa e desenvolvimento dos lançadores e de comando telemétrico.

O próximo passo será o desenvolvimento do “seeker” e em seguida dos sistemas de pilhas térmicas.

O Projeto terá ainda longos 7 anos pela frente quando os mísseis estiverem plenamente operacionais, pois o projeto tem prazo de conclusão em 2016.

Na próxima parte seguirá uma entrevista do defesanet com Vice-Almirante (RM1) RONALDO FIÚZA DE CASTRO.

Publicado por: Fred | Abril 22, 2009

Sobre o ensino do português no Uruguai a partir de 2010

 A ministra uruguaia da Educação e Cultura, Maria Simón, anunciou que a partir de 2010 seu país terá o ensino do português como segundo idioma nas escolas públicas. O anúncio foi feito na 12 Conferência Ibero-Americana de Ministros da Cultura, que se realiza esta quarta-feira em Portugal.

“Este ano (o ensino do português) começa nos Centros de Línguas, que são locais onde as pessoas podem aprender idiomas estrangeiros de graça. No próximo ano (letivo) vamos começar nas escolas públicas”, afirmou. Além do português, os Centros de Línguas já ensinam o inglês e o francês e alguns também têm aulas de alemão e italiano.

Segundo a ministra, a introdução do português no currículo escolar deverá ser gradual. “Vamos começar pela fronteira, onde é mais fácil, por que existe o bilinguismo. Há casos de crianças cuja língua materna é o português. Muitos na região da fronteira falam uma espécie de dialeto, o portunhol, que vemos não como algo negativo, mas como uma possibilidade de ampliar os conhecimentos para as duas línguas”.

Ela acredita que em cinco anos todos os estudantes uruguaios estarão aprendendo o português e em 11 o idioma será de conhecimento generalizado. “Acho que estarão todos falando português em mais seis anos, quando terminarem o ensino fundamental. Para nós, o ensino do português é o cumprimento de uma das nossas obrigações com o Mercosul e esperamos que os outros também cumpram.” Verbas Algumas escolas poderão adiantar o processo, começando antes do que está previsto. “Na nova legislação, reservamos uma verba para cada escola – por meio dos Conselhos de Participação, em que participam os pais e a comunidade – decidir o que fazer. Podem decidir fazer uma reforma no estabelecimento ou ensinar uma língua estrangeira, como o russo, no caso de uma coletividade em que grande parte da população seja de origem russa.” Simón considera que a ampliação do ensino de línguas vai ser uma forma de diminuir o abismo social no país. “Até agora, apenas as escolas privadas ofereciam o ensino de línguas, o que gerava uma diferença de oportunidades. Sou professora titular da Universidade de Engenharia e muitos dos livros são em inglês. Nós oferecemos um curso gratuito de inglês técnico na faculdade, optativo, mas isso não é a mesma coisa.” Professores Para as aulas de português, a ministra não prevê a contratação de professores brasileiros, mas a formação dos uruguaios. “Até agora temos intercâmbio com Portugal, que nos ofereceu os cursos de formação e livros”.

Os cursos também poderão ser dados com a ajuda de computadores – no Uruguai, cada criança que está na escola tem a partir deste ano um computador. “O professor poderá atuar como mediador. Ele pode não ter a pronúncia perfeita, mas pode ajudar a corrigir quando as crianças repetirem as palavras do programa de computador de ensino do português”.

 

Fonte : BBC BRASIL

Publicado por: Fred | Abril 15, 2009

Sobre a fabricação do TAVOR pela Forjas Taurus

Segundo o site da empresa o EB irá iniciar os testes do fuzil israelense ainda em Abril, testes estes com duração aproximada de 6 meses e se aprovado, a TAURUS e IWI (Israel Weapon Industries ) formarão uma nova empresa e esta passará a fabricá-lo totalmente no Brasil, provavelmente no Rio Grande do Sul, onde a TAURUS está instalada.

O Fuzil Tavor

O Tavor em calibre 5,56mm, um fuzil de assalto de 7ª geração, com corpo de polímero e sistema Bullpup, que o caracteriza como um fuzil mais curto e de fácil operação. Este modelo, um dos mais modernos do mundo, foi desenvolvido especialmente para as Forças Armadas. A Taurus e a IWI – Israel Weapon Industries – são parceiras na fabricação e no desenvolvimento deste fuzil, que deverá ser testado pelo campo de prova da Marambaia (CAEx), ainda em abril. Se aprovado, será fabricado 100% no Brasil, com um investimento em torno de 22 milhões de dólares.

Pistola – PT 809

Outra novidade que será lançada no evento da LAAD, é a PT 809 em calibre 9mm, uma pistola com corpo de polímero, com os principais dispositivos de segurança disponíveis em uma arma, como trava do percussor, desarmador do cão e trava do gatilho.

Publicado por: Fred | Abril 14, 2009

Sobre a propulsão a LASER no túnel hipersônico do ITA

Já se encontra instalado no Túnel Hipersônico – T3, do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados, o modelo bidimensional de um veículo aspirado propulsado a laser. 

O modelo em questão é uma representação de uma seção do corpo de um veículo do tipo “Lightcraft”, que originalmente possui 2,4m de diâmetro e será capaz de transportar cargas úteis para órbitas terrestres. Esta é a primeira vez no mundo em que lasers de alta energia são utilizados em conjunto com um túnel de vento hipersônico para testar o conceito.

Nos experimentos serão simuladas potências dos lasers de até 10 GW (equivalente à potência produzida por 10 milhões de lâmpadas de 100 W cada) e velocidades do ar de até 25 vezes à da velocidade do som (Mach 25).

Fonte: FAB

BNDES e Finep vão investir R$ 188 milhões em defesa

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 789 – Brasília, 8 de Abril de 2009

   O governo prevê a aplicação este ano de R$ 188,7 milhões em 25 projetos da área de defesa, desenvolvidos pelos centros de tecnologia das Forças Armadas em parceria com empresas privadas. Esses recursos serão oriundos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Para 2010, a previsão de investimentos públicos nos projetos de defesa será de R$ 492,4 milhões.

   Entre os projetos estão o radar SABER M-60 e SABER-200, do Exército, e o Vant (Veículo Aéreo Não Tripulado), da Aeronáutica, e o de desenvolvimento de fibra de carbono de alto desempenho da Marinha.

   Os números foram apresentados na terça-feira (7) pelo diretor do Departamento de Mobilização (DEPMOB), general-de-divisão Adriano Pereira Jr., em palestra no seminário “Estratégia de Defesa Nacional e a Indústria Brasileira”, realizado na Câmara dos Deputados. O DEPMOB faz parte da Secretaria de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom) do Ministério da Defesa.

   Ações - De acordo com o general, a Estratégia Nacional de Defesa trouxe várias ações que terão que ser apresentadas pelo Ministério da Defesa para o estímulo à indústria de defesa. Entre essas ações, estão a atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa; criação de regimes jurídico e econômicos especiais que possibilitem o desenvolvimento da indústria nacional de defesa; alterações na Lei 8.666, Lei de Licitações, de forma a incentivar a compra de tecnologia nacional; e concessão de garantia para a exportação do produto de defesa nacional. Uma primeira proposta de atualização da Política Nacional da Indústria de Defesa para adequá-la à Estratégia, que já foi apresentada pela Selom ao ministro da Defesa.

   O general Adriano lembrou que a ausência de recursos tem sido, ao longo dos anos, um problema que vem impedindo o reaparelhamento do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Segundo o general, tendo em vista os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa, as Forças Armadas já vêm revisando seus antigos planos de reaparelhamento. Em troca, estão colocando metas de aparelhamento, a serem submetidas em breve ao Ministério da Defesa, com horizonte de longo prazo (até 2030).

   Equipamentos - Essa mudança de procedimento tem algumas implicações. A primeira é que exige, por parte do governo, uma política previsível de compras, uma vez que material de defesa não constitui artigo “de prateleira”. Ao contrário, requer um planejamento de compras antecipadas de modo a dar à indústria nacional tempo para produzir os equipamentos. A introdução do fator previsibilidade, no entender do general Adriano, só será possível por meio de um “programa de governo de aquisição de produtos de defesa”.

   O programa de aquisição, conforme acrescentou, deve ter duas bases de apoio. A primeira delas em um programa orçamentário plurianual, que daria tranquilidade à indústria fornecedora. A segunda base seria o orçamento anual, fator que daria à indústria de defesa a segurança dos recursos para a cobertura dos gastos de curto prazo.

Já passou pela câmera do comércio exterior o financiamento brasileiro a renovação da frota da recém estatizada Aerolineas Argentinas, serão ao todo 20 novas aeronaves E 190 e o finaciamento será ao logo de 12 anos.

A Embraer deve entregar essas 20 aeronaves em até 5 anos, renovando assim a combalida frota da companhia aérea da Argentina. Por sinal a Presidente da Argentina esteve semana passada (dia 20/2) em sua primeira visita oficial ao estado de São Paulo, em companhia de cerca de 400 empresários argentinos para a senama da Argentina em São Paulo, promovida  pelos governos dos dois países. 

Segue nota sobre o financiamento

Conselho de ministros que integra a Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, aprovou ontem a operação de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de US$ 700 milhões, para a compra de aviões da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) pelas Aerolineas Argentinas. O prazo do financiamento é de 12 anos.
De acordo com Lúcia Helena Monteiro Souza, diretora da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do ministério, o desembolso dos US$ 700 milhões deve demorar aproximadamente cinco anos, pois vai obedecer ao cronograma de entrega das 20 aeronaves, modelo EMB-190.
Essa operação é cursada pelo Convênio de Crédito Recíproco (CCR) O financiamento será calculado de acordo com as regras BNDES, disse Lúcia Helena.
O secretário-executivo do ministério, Ivan Ramalho, disse que os ministros da Camex esperam que a aprovação da operação de financiamento possa contribuir para manutenção de empregos na Embraer e nas suas fornecedoras de componentes e de insumos.
“A expectativa do governo é de que isso seja uma contribuição importante, bastante significativa do ponto de vista de ocupação de mão-de-obra na indústria aeronáutica”, afirmou Ramalho.

FONTE: Jornal do Commercio/RJ

O Brasil segue no desenvolvimento dos motores a reação, segundo a nota do valor on line o primeiro protótipo da um turboreator foi concluído, o modelo do protótipo tem potência de cerca de 1300 HP (~350 KGF de empuxo). Este modelo já testado será destinado para veiculos aéreos não tripulados, o tempo estimado para homologação e produção industrial da TR 3500 está estimado em 2 anos.

Os laboratórios de certificação dos reatores serão um novo desafio para o ITA e para a Polaris.

 fonte: valor on line e http://www.sindct.org.br/?q=node/1450Segue a reportagem na integra

 

Polaris e ITA concluem protótipo de turbina para aeronaves civis
Valor Online
20/03/2009

Virginia Silveira

O Brasil já está migrando para o rol de países que desenvolvem e certificam turbinas aeronáuticas. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em conjunto com a empresa Polaris Tecnologia, finalizou o desenvolvimento do primeiro protótipo de um turboreator de 350 quilos de empuxo, equivalente a uma potência de 1300 HP. Agora os pesquisadores trabalham no desenvolvimento de um motor turboélice de 1000 HP para equipar veículos aéreos não tripulados.

Um dos méritos desse projeto, segundo o diretor de Empreendimentos do Comando-geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), brigadeiro Venâncio Alvarenga Gomes, foi descobrir as competências que o Brasil possui para fabricar partes e componentes da turbina no próprio país. “Atividades como a usinagem do compressor, ignitor a plasma, a fusão do disco da turbina em liga especial e o balanceamento exigido pelas normas internacionais, são alguns dos exemplos dessa competência adquirida pelas indústrias brasileiras”, explicou.

Trata-se de um projeto estratégico, na medida em que existem hoje apenas cinco países no mundo com o domínio da tecnologia de desenvolvimento e certificação de motores aeronáuticos. “Numa segunda etapa, a turbina, batizada de TR3500, poderá equipar futuros projetos de aeronaves civis”, disse Alberto Carlos Pereira Filho, diretor da empresa Polaris.

As turbinas que equipam as aeronaves da Embraer são fornecidas por empresas estrangeiras, caso da canadense Pratt & Whitney (linha de jatos executivos e Supertucano), a americana GE (jatos 170 e 190) e a inglesa Rolls Royce (ERJ 145, Legacy 600). Os motores representam em torno de 20% a 30% do valor de uma aeronave.

“A TR3500 demonstra que podemos progredir rápido. Diferentemente do que ocorreu com relação ao desenvolvimento de turbinas em outros países, não precisaremos de décadas para atingir um produto autóctone e competitivo”, comenta Homero Santiago Maciel, coordenador geral do projeto no ITA.

O projeto do motor aeronáutico brasileiro teve início em 2003 com o desenvolvimento de uma turbina a gás para a Petrobras. “O objetivo desse projeto era dominar o processo de fabricação da câmara de combustão, a vibração do motor e o desenvolvimento do sistema de controle da turbina”, explica. A Petrobras apoiou a ideia e investiu R$ 850 mil na sua execução.

Na fase de preparação do protótipo da turbina aeronáutica, foram investidos R$ 3 milhões, dos quais R$ 1,7 milhão através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep); R$ 750 mil do ITA e R$ 550 mil da Polaris. “A próxima etapa do projeto, avaliada em R$ 116 milhões, prevê a construção de 11 laboratórios avançados na área de testes para turbinas, infraestrutura necessária para garantir o processo de homologação dos motores”. Segundo o diretor da Polaris, esse tipo de laboratório ainda não existe no Brasil. Os recursos estão sendo negociados com a Finep.

A tecnologia envolvida no projeto das turbinas do ITA também gerou frutos para a Vale Soluções em Energia (VSE). A empresa patrocinou o desenvolvimento do protótipo de uma turbina a gás estacionária, na faixa de potência de 1 MW, para geração de energia elétrica. Batizada de TVRD 1000, a turbina a gás da VSE foi testada em maio de 2007. O sucesso da operação motivou a empresa a apostar na construção de uma base fabril no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Segundo o coordenador do programa de interface entre as empresas e o CTA, Homero Santiago Maciel, o objetivo da VSE é o desenvolvimento de uma família de turbinas para minitérmicas, com potencial para competir no mercado de energia.

A Petrobras, de acordo com Pereira Filho, também é parceira da Polaris no desenvolvimento de uma turbina a gás acima de 3 MW, um projeto orçado em R$ 80 milhões. “Hoje, a Petrobras possui cerca de 180 turbinas importadas e gasta aproximadamente US$ 300 milhões na manutenção desses equipamentos”.

As turbinas brasileiras, segundo Pereira Filho, seriam usadas pela Petrobras na geração de energia elétrica para suas plataformas e para manter a pressão na linha de bombeamento de petróleo. “A empresa usa compressores gigantescos que são acionados por turbinas a gás”.

Criada por engenheiros do ITA, a Polaris é uma empresa de alta tecnologia que funciona como incubada da Petrobras, nas instalações da Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos. Além da turbina a gás, a Polaris desenvolve para a estatal de petróleo um queimador que gera fonte térmica de calor para que a empresa possa utilizar óleo pesado sem poluir o meio-ambiente.

Publicado por: Fred | Março 21, 2009

Nota sobre a reportagem do “Economist”

Os bancos brasileiros são sólidos, lucrativos e crescem assustadoramente quando comparados com o resto do mundo, sem dúvida boa parte disto se deve a rígida regulamentação que o setor sofreu na década de 90, no saneamento da economia, quando inúmeros bancos regionais quebraram ou foram absorvidos pelos bancos maiores.

Hoje com a fusão do Unibanco e Itaú, foi criado o maior banco do Brasil em ativos e o sexto do mundo, ficando em segundo lugar o Banco do Brasil, o mais antigo em funcionamento, pois fui fundando pelo príncipe regente D. João VI. Agora a expansão do sistema bancário brasileiro para o resto do mundo é eminente.

O BB é hoje o terceiro banco mais lucrativo das Americas, com lucro em 2008 de US$ 3.767 milhões de dólares, o Quarto é o Itaú com US$ 3.339 milhões, o quinto o Bradesco com US$ 3.261 milhões de dólares. sendo o primerio colocado o JP Morgan Chase com US$ 3.605 e Bank of America com US$ 4.008 milhões de dólares. Se bem que com a fusão do ITAU e do Unibanco o BB fique um pouco ameaçado.

Porém o BB é o mais rentável do continente pois entre os 20 bancos mais lucrativos das Américas, o Banco do Brasil foi o mais rentável, segundo a pesquisa da Economatica. A consultoria usou um índice que contempla a proporção da rentabilidade em relação ao patrimônio.

 Muitos não entendem o motivo dos financiamentos externos que as forças armadas do nosso país fazem, é simples, nossos juros são impraticáveis, quase um sinônimo de agiotagem, daí o financiamento externo a juros módicos.

 E é por isso que os vizinhos se queixam do Brasil, nos emprestamos dinheiro a juros estratosféricos e captamos boa parte dos investimentos internacionais com nossa taxa de juros astronômica, forçando os mesmos a pegar mais dinheiro emprestado de nós.

 Segue a dita nota

 Fonte: UOL  

Bancos brasileiros são ‘exceção lucrativa’ no setor, diz Economist

Os bancos brasileiros estão seguros e seriam uma “exceção” no setor em meio à crise, segundo reportagem publicada pela revista britânica Economist que chega às bancas nesta sexta-feira.

Comentando o corte de 1,5 ponto percentual da taxa de juros Selic na semana passada, a revista afirma que o Banco Central conseguiu cortar as taxas “dura e rapidamente”, e que mais cortes são esperados.

“Esta é uma novidade bem vinda: no passado, a frágil moeda e a alta inflação impediam que o país adotasse medidas anti-cíclicas como esta”, afirma a reportagem.

Mas a revista destaca que os cortes nas taxas não estão sendo repassados para os clientes, alimentado a discussão sobre os altos lucros dos bancos com seus spreads (a diferença entre as taxas cobradas sobre o dinheiro que o banco toma emprestado e que ele empresta aos seus clientes).

“Os bancos brasileiros podem ser caros, mas pelo menos eles estão seguros”, diz a Economist, “Até agora, nenhum deles teve problemas com a crise financeira mundial. Isso pode ser porque seus lucros com as atividades diárias são tão altos que eles não precisaram assumir riscos tolos.” A Economist afirma que, segundo um cálculo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), o Brasil tem os spreads bancários mais altos do mundo. O cálculo, no entanto, é disputado pela Federação de Bancos, que alegam que os spreads são inflados pelos impostos sobre as transações bancárias.

De acordo com a revista, a segurança também se deve ao fato de os regulamentos serem mais duros desde que vários bancos quebraram quando a inflação foi domada, em meados dos anos 90.

A Economist comenta ainda que os bancos HSBC e Citibank, que enfrentam problemas no resto do mundo, vão bem no Brasil. “De uma maneira ou de outra, o sistema bancário do Brasil parece que vai continuar a ser a lucrativa exceção aos desastres em outros lugares”, conclui a reportagem.

Mas uma alternativa para produção de biocombustível!!!!!

Segue nota da Agencia Brasil

 

Referência mundial em desenvolvimento tecnológico para produção de biocombustíveis, a Petrobras tenta superar mais uma fronteira na área de energias renováveis. O Centro de Pesquisas (Cenpes) da empresa, em parceria com as universidades federais de Rio Grande e de Santa Catarina, realiza pesquisas para produzir biodiesel a partir de microalgas, que vivem nas águas salinizadas do litoral do Norte e na água proveniente de produção de petróleo do Pólo Industrial de Guamaré.

Cerca de 40 espécies de microalgas já foram coletadas e catalogadas, uma quantidade ínfima, porém, perto das 300 mil existentes no mundo. Destas, apenas 30 mil já foram identificadas. De acordo com Leonardo Bacellar, pesquisador e oceanógrafo da Petrobras, nem todas as espécies catalogadas servem como matéria-prima para a produção de biodiesel. “Ainda não está definido o número de espécies de microalgas que podem ser utilizadas para produzir biocombustível. Mas é conhecido que é uma fonte de energia de alta produtividade”, garante.

As microalgas, segundo o pesquisador, se reproduzem de 50 a 100 vezes mais rápido do que os vegetais utilizados normalmente para produção de biocombustíveis, como cana-de-açúcar, mamona, dendê e milho. O mesmo ocorre em laboratórios, mantidas as condições ideais para a reprodução. “A área proporcional ao volume desses organismos microscópicos é muito alta, ou seja, a troca de nutrientes é muito rápida, se comparada a fenômenos de transporte entre estruturas mais complexas, como tecidos, por exemplo”, explicou Bacellar.

Os primeiros experimentos para verificação do desempenho e da produtividade das espécies coletadas foram realizados nos laboratórios do Departamento de Oceanografia da Furg. Simultaneamente, amostras de água foram submetidas à análise nos laboratórios de química da Universidade de Rio Grande, para verificar os possíveis efeitos positivos e negativos causados pela atuação das microalgas selecionadas. O passo seguinte foi encaminhar as microalgas para o laboratório de Química Orgânica da Furg, para as etapas de extração de lipídios, síntese, purificação e caracterização química do biodiesel, obtidos por meio de modernos equipamentos de análises químicas.

O processo de produção de biodiesel a partir de microalgas é realizado com a coleta de uma amostra de água salinizada em um tubo de ensaio. O tubo é fechado e levado ao laboratório, onde é colocado em uma estufa com temperatura e iluminação adequadas para manter as algas vivas. Em seguida, ocorre o isolamento e identificação das espécies, geralmente por meio de mapeamento genético. É um trabalho cuidadoso, pois muitas algas contêm toxinas que as tornam impróprias para a produção do combustível.

Depois de isoladas, as diferentes espécies de microalgas são levadas a um tanque cheio de nutrientes para que se reproduzam. As melhores serão as que se reproduzirem mais rápidamente e tiverem maior teor de óleo. Após quatro dias, vão à secagem. Depois de secas, são embaladas para evitar seu contato com a luz e o oxigênio do ar.

Na última etapa do processo, as microalgas secas são colocadas em um reator, que realiza dois processos distintos: a extração do óleo que será utilizado na fabricação do combustível e a transformação deste óleo em biodiesel, por meio de reações químicas. Segundo Bacellar, normalmente o resultado fica em torno de 10% a 20% do total de matéria-prima utilizada. Ou seja, para produzir um litro de biodiesel, são necessários cerca de cinco quilos de microalgas.

Segundo Bacellar, “o futuro dessa novíssima fonte de biocombustível é tão promissor quanto imprevisível. É preciso conhecer melhor o potencial das microalgas e buscar o melhor caminho para explorá-lo. A pesquisa e o desenvolvimento são de médio e longo prazos. Esse novo trabalho está em ebulição. Há um cenário pouco conhecido, dentro do qual temos que buscar o nosso melhor caminho”, disse Bacellar. O mais importante, avaliou o pesquisador, “é que a Petrobras tenha enxergado essa nova fronteira. O Brasil verá algo que jamais imaginou”, prevê.

Da Agência Brasil

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