Produzir energia e combustível junto? Ainda é sonho de consumo, mas vamos chegar lá.
A aeronáutica iniciou esta pesquisas na década de 80 porém o projeto foi interrompido no governo Collor. Aparentemente o CTA/ITA está retomando as pesquisas.Alguns tipos de reatores podem efetivamente produzir mais combustível que aquele que consomem. Trata-se do reator rápido. Não tem moderador e o seu combustível é altamente enriquecido: tório, urânio ou plutônio.
O núcleo é pequeno e a reação em cadeia processa-se rapidamente, produzindo maiores quantidades de calor do que nos outros reatores «termais». São produzidas grandes quantidades de nêutrons, imediatamente absorvidos por um cobertor de tório 232 colocado em redor do núcleo. Isto não causa cisão no tório, mas o converte em urânio cindível 233, a mesma seqüência com urânio produz o plutônio 239, que pode depois ser separado e utilizado como combustível no reator rápido. Desta maneira, o reactor rápido produz combustível à medida que o consome. Convertendo tório 233 e urânio 238 não cindíveis (fissionáveis) em combustível útil.
O reator rápido poderia prolongar as reservas de combustível nuclear do mundo em cerca de sessenta vezes.
O tório encontrado no mundo sozinho tem a capacidade energética do urânio, do plutônio, do petróleo e do carvão, todos juntos!
O Brasil tem cerca de 30 % das reservas mundiais de tório em jazidas e tório-fosfatos e no mineral monazita.
Caso o desenvolvimento no Brasil do reator rápido com tório seja concluído podemos estender a capacidade energética do País a um patamar de excelência.