Posted by: Fred | Março 13, 2008

Um breve relato da língua portuguesa no Brasil

 No início da colonização portuguesa no Brasil (a partir da descoberta, em 1500), o tupinambá (uma variante do tupi-guarani, uma língua indígena do litoral brasileiro) era usado como língua geral em toda a colônia, ao lado do português, principalmente graças aos padres jesuítas (a primeira gramática de tupi guarani foi feita pelo padre Anchieta) que haviam estudado e difundido a língua.

Nos idos de 1757, a utilização do tupi foi proibida por uma Provisão Real. E isso só foi efetivamente realizado porque a essa altura o tupi já estava sendo suplantado pelo português, com o aumento da colonização portuguesa

Quando o Marquês de Pombal expulsa todos os jesuítas em 1759, o português fixou-se definitivamente como o idioma do Brasil. Porém a influência do tupi foi marcante. O português herdou palavras ligadas à flora e à fauna (mandioca, caju, tatu, piranha), bem como nomes próprios das pessoas e das localidades (Igarapé - caminho de canoa, Ipiranga - rio vermelho, Paraná - mar, toró - chuva forte ou tempestade).

Com os escravos trazidos da África, a língua falada na colônia recebeu novas contribuições. (caçula, xinxim, moleque e samba).

O maior afastamento, entre o português brasileiro e o europeu, aconteceu quando a língua falada no Brasil colonial não acompanhou as mudanças ocorridas no falar português (principalmente por influência francesa), durante o século XVIII, mantendo-se fiel, basicamente, à maneira de pronunciar da época da descoberta.

Uma reaproximação significativa ocorreu entre 1808 e 1821, com a vinda da família real portuguesa para o Brasil com toda sua corte, ocasionando um reaportuguesamento intenso da língua falada nas grandes cidades.

Após a independência (1822), o português falado no Brasil sofreu também influências da forte imigração de europeus que se instalaram por todo o país, sendo maior no centro e no sul do país.

Daí decorre as modalidades de pronúncia e algumas pequenas mudanças de vocabulário existentes entre as regiões do Brasil. Estas variam de acordo com o fluxo migratório predominante e suas combinações que cada uma recebeu.

Já no século XX, a distância entre as variantes aumentou, em razão dos avanços científicos. Ou seja as novas invenções possuíam nomes diferentes em cada país tais como comboio e trem, estação e gare, pedágio e portagem).

Outro fator que aumentou a distância entre as variantes foi o extremo nacionalismos do começo do século passado (movimento romântico) projetando uma literatura nacional expressa na variedade brasileira, um desses movimentos foi o modernismo que na semana de 1922, defenderam a necessidade de romper com os modelos tradicionais portugueses e ressaltar as diferenças do falar brasileiro.

A Força dos modernistas consagrou a norma brasileira.

Respostas

E já agora: saiba-se que se hoje em dia a ortografia do português é diferente dos dois lados do Altãntico, tal se deve à decisão da nova e relucionárioa república portuguesa ao decidir mudar a ortografia sem buscar, nem querer estabelecer consenso com o Brasil…

e esta anomalia da dupla ortografia é única! O francês, o alemão, o inglês, todos têm normas ortográficas comuns e universais!

e somos apenas dois países (os demais têm seguido a norma portuguesa de portugal)!

algo que está finalmente a mudar…

ish allah

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