Publicado por: Fred | Abril 11, 2008

O FX 2 vai para o Saco?

Nova alternativa do governo pode por o fim do projeto fx 2. Resumidamente o governo estuda duas opções:

  • 1. Manter o FX com barganha tecnológica
  • 2. Modernizar os sistemas de armas dos caças já disponíveis na frota da FAB; em paralelo avançar nos projetos próprios de veículos não-tripulados (tanto de monitoramento quanto de combate); “Reaparelhar” os recursos humanos na Aeronáutica e por fim o desenvolvimento de um caça de uma quinta geração em parceria com alguma potencia mundial.

Para o País, a verdade seja dita, deveria ser feita as duas coisas! Não escolher uma ou outra.

Os recursos humanos das 3 armas estão defasados e urge a atuação do governo neste novo plano de defesa nacional.

Segue transcrição da reportagem do Valor on line

http://www.defesanet.com.br/md1/pac_11.htm

Governo quer ter “golden share” na indústria bélica

Nelson Jobim: projeto de aquisição de caças para a FAB pode ser
trocado por programa de desenvolvimento de protótipo

Em troca de um novo regime tributário e regulatório que exima a indústria bélica nacional das amarras da Lei de Licitações, além de acabar com a descontinuidade das compras oficiais, o Plano Estratégico de Defesa proporá a concessão de “golden shares” (ações especiais) ao governo em grandes empresas do setor.

O plano, que está em elaboração e será apresentado dia 7 de setembro, teve suas conclusões preliminares divulgadas ontem pelos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Eles apregoaram a “reorganização radical” da indústria de defesa, com proteção às empresas nacionais do setor. Para isso, segundo Mangabeira, é essencial aplicar regras que protejam essas empresas do “curto-prazismo mercantil” e não as submetam ao “risco de descontinuidade de compras governamentais”.

“Não podemos tratá-las como se elas vendessem qualquer produto nacional”, disse Mangabeira. Indústrias como Helibrás, Avibrás, a fabricante de pistolas Taurus e a Mectron, que produz radares e mísseis, podem ser alvo da tentativa do governo de obter ações especiais como compensação por um programa robusto de fomento. É uma forma de “assegurar o poder estratégico do Estado”, conforme definiu o ministro extraordinário.

É essa a lógica que prevalece, segundo ele, nas negociações para a transferência de tecnologia com outros países. “A todos eles deixamos claro que não estamos interessados em comprar produtos, mas em parcerias”, disse Mangabeira, depositando suas maiores esperanças nas conversas com França e Rússia.

A reformulação da indústria de armamentos faz parte do tripé em que se baseia o Plano Estratégico de Defesa. O segundo eixo trata da obrigatoriedade do serviço militar e a eventual criação de um serviço social. O terceiro ponto é o reaparelhamento das Forças Armadas em função do desenho de seis cenários possíveis de emprego das tropas – o monitoramento das fronteiras terrestres e marítimas em circunstâncias de paz; a invasão de fronteiras por forças paramilitares, com o apoio velado ou não de um país vizinho; uma guerra assimétrica na Amazônia contra uma potência bélica; uma guerra em outro continente, com reflexos para o Brasil e emprego efetivo ou potencial de armas nucleares; a participação do Brasil em missões de paz das Nações Unidas; e operações internas para garantia da lei e da ordem em grandes metrópoles.

O projeto F-X da Aeronáutica, cancelado em 2005 e recém-retomado, pode ir de novo para a gaveta. Desta vez, porém, para dar lugar a um programa mais ousado: o desenvolvimento, com uma potência bélica, do protótipo de uma novíssima geração de caças, provavelmente envolvendo a Embraer. O projeto inicialmente consistia na compra de 8 a 12 caças para modernizar a frota brasileira, a um custo aproximado de US$ 700 milhões. Desde o ano passado, a Aeronáutica retomou as sondagens a grandes fabricantes, numa compra que poderia chegar a vários bilhões de reais.

Jobim revelou que duas alternativas serão postas à mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A primeira é de fazer a aquisição de caças de quarta geração – como o Rafale francês ou o Sukhoi russo – barganhando “ao máximo” a transferência de tecnologia. Outra opção é deixar essa compra de lado e investir todos os recursos com quatro finalidades: a modernização dos sistemas de armas dos caças já disponíveis na frota da FAB; o avanço de projetos próprios de veículos não-tripulados (primeiro de monitoramento e, depois, de combate); investimentos “maciços” em recursos humanos na Aeronáutica; e o desenvolvimento de uma quinta geração de caças. É um projeto “de décadas, não de anos”, em que o objetivo “é mais aprender do que fabricar”, disse Mangabeira.

Na Marinha, a prioridade total é o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, mas outras ações incluem a redistribuição territorial das tropas, hoje excessivamente concentradas no Rio de Janeiro. No Exército, a intenção é priorizar a Força de Ação Estratégica Rápida, extremamente móvel e flexível, que abrange 10% do contingente da Força. Jobim deixou clara a necessidade de reforçar a presença militar na Amazônia, onde o contingente militar é de 27.236 homens – quase 80% do Exército. “Temos de redimensionar inclusive o tamanho do efetivo.”


Respostas

  1. Interessante…
    mas é imperativo que algo ocupe o lugar dos Mirage…
    um novo avião nunca estará operacional em grandes números em menos do que 10-15 anos e no entretanto essas actualizaçõe dos F5 bastarão? Duvido…

  2. Bem, é muita especulação ainda, acredito que um meio termo será encontrado!
    Nada disso é certo! Nem mesmo o FX é concreto ainda!

    Vamos acompanhar de perto!

    O que realmente gostei foi a menção de mudança no efetivo! E o investimento em RH!

  3. Mas estou gostando da ideia…
    Rafale, num número mínimo e com cedência de tecnolgia para suprir as necessidades de médio prazo e depois com a tecnologia adquirida, encetar (em parceria?) um projecto para um caça local de 5ª geração…

    francamente, soa-me bem.
    Mas os franceses irão nisso?

    A menos que…
    O Rafale não é de 5ª e precisará de ter daqui a uns 10-20 anos um sucessor… não seria absurdo conceber uma aliança brasil-frança no desenvolvimento deste aparelho…

  4. sim, é exatamente isso que estou pensando sobre FX, mas como falei o que mais me interessou foi a sugestão de aumento de efetivos das forças!

    A policia militar do estado de são paulo tem mais soldados que o exercito!

  5. bem… se calhar existem mais inimigos armados em SP do que em toda a… Amazónia ;-)

  6. Nem tanto, nem tanto, hehehehe :)

  7. Bem… quantos gangs armados de AK há na Amazónia? (excluindo o eventual excursionista das FARC, claro).
    E quantos há em SP.
    Aposto que mais uns quantos ;-)

  8. Em SP, muito poucos! essas noticias de armamentos pesados são no Rio de Janeiro. Lá já apreenderam até uma .50 anti aerea!

  9. sinceramente…23 f-5 modernizados e 12 mirage VELHOS, nao tem capacidade de defender nem um territorio do tamanho do estado de SErgipe, no caso de uma guerra contra uma potencia militar, que certamente, no caso de guerra, virá com no mínimo um porta avioes e dezenas de cacas de ultima geracao, isso se nao vierem centenas…os super tucanos nao podem combater cacas…nada digno para defesa do enorme e extremamente rico em recursos naturais território brasileiro. Vale lembrar que no futuro o recurso natural mais valioso será a água doce e potável, sendo que somos o pais que mais a possui, alem da amazonia e seus incontáveis recursos naturais…mesmo assim o governo nao dá o mínimo de atencao a defesa nacional. pior ainda é a situacao da marinha, com avioes extremamente ultrapassados dos quais apenas alguns estao operacionais. Enfim, a situacao, nao no presente, onde é remotaa hipotese de guerra…mas no futuro, é preocupante demais, e do jeito que estao os investimentos do governo nessa área…se continuarem nesse nível, a situaca só tende a piorar.

  10. NEO, a marinha e a Amazonia são hoje a minha maior preocupação! todos os dois carecem de presença de estado!

    concordo com tudo que comentou, só complemento que antes da preocupação com os recursos naturais, acho imprescidivel a atuação do estado na preservação do Brasileiro, quando brasileiros tem que ir para colombia para dar a luz a seus filhos, alguma coisa tem que estar errada! ou estou exagerando?

  11. brasil tem que modernizar suas forcas armada o mais rapido possivel

  12. parece até brincadeira, mais um projeto abandonado. enchem a gente de esperança e depois desistem. tudo bem que o Brasil precisa de transferência de tecnologia, mas o desenvolvimewnto de um novo caça levará décadas. e até lá? estamos perdendo até pro Chavez com seus Migs. É necessário a aquisisão de caças visando o curto e médio prazo. o desenvolvimento de um novo projeto é pro longo prazo. alegria de pobre dura pouco…

  13. Bruno, o FX2 não foi cancelado, está em processo e deve ser concluido no ano que vem!

  14. na minha opinião o f/A 18 super honerts sera a melhor aquisição para fab cloro com a transferencia de tecnologia

  15. O FX-2 deve ser definido logo.

  16. Plano Estratégico de Defesa do Brasil 01

    Entendemos que os tanques blindados pesados M-60 A3TTS são excelentes tanques, embora antigos e adquiridos em 2ª mão dos nossos “eternos aliados do norte”.
    Apesar de boa blindagem, não possui saias laterais que poderiam oferecer certa defesa para armas portáteis anti-tanques, mas o grande perigo contra os tanques de quaisquer tipos ou blindagens são a munição em flecha. Acrescentemos que o grande peso destes tanques para a situação geográfica do Brasil, torna-se um complicador. Ele não poderá ser usado em qualquer terreno sem a devida cobertura aérea. Brigadas ou esquadrilhas de modernos helicópteros armados com a equipamentos de última geração, de altíssima velocidade, e guiados por sistema computadorizado são o ideal para a cobertura em deslocamento de colunas blindadas. A EMBRAER pode junto com a Rússia ( acordo de cooperação militar ) desenvolver, rapidamente, um projeto e modelo de novo helicópteros para o EB, FNs da MB, e, para a FAB, e produzi-los na quantidade necessária para cobrir o tamanho geográfico do território brasileiro.
    Quanto aos blindados brasileiros, é uma tremenda irresponsabilidade técnica, os projetos anteriores que ficaram perdidos no passado, e, até agora,não serem, inteligentemente, reaproveitados, a partir de novos estudos e pesquisas militares. O aperfeiçoamento técnico destes modelos (URUTU, SUCURI, CASCÁVEL, JARARACÁ, CHARRUA, e OGUM ), que afinal de contas requisitaram o emprego de milhares de horas de trabalho e pesquisas, os quais, “inexplicamente”, não foram respeitados (e falidos criminalmente ), pois, no final das contas resultaram em bons blindados, apesar da opinião e atitude traidora do governo. Na verdade além de constituírem, “repetindo”, na ocasião bons blindados, foram produzidos voltados à operação no terreno geográfico brasileiro. Recentemente vi um vídeo de manobras de um blindado sob rodas SUCURI num campo de provas, e senti, embora não seja um especialista militar, uma excelente solução para o EB na região amazônica brasileira. À propósito, o famoso BMP-3 blindado russo( o que a Venezuela deseja ), apesar de ter excelente velocidade com um temível sistema de armamentos, um misto de : canhão, metralhadora e mísseis – tem uma blindagem, relativamente, fraca. Dizem que é um blindado CAÇA – TANQUES. Pelo visto tem de atacar e fugir.
    Certamente, os SUCURI, JARARACÁ, CASCÁVEL, OGUM, URUTU, e, CHARRUA ( os dois últimos anfíbios ), modernizados após estudos específicos, mas já no modelo de 8 ou 10 rodas, com fortalecimento de blindagens e com um sistema de tiro de 120mm ou 125mm e mísseis anti-carro, anti- embarcação e anti- aéreo ( acordo de cooperação militar Russia ou China ) (sem perder a característica de ser anfíbios ). Seria o ideal para dar proteção e cobertura, aos deslocamentos das colunas de tanques blindados pesados no terreno brasileiro, principalmente, na região amazônica.
    Quando o EB contar com modernas esquadrilhas de helicópteros bem armados e blindados modernos sob 8 ou 10 rodas, aí sim, teremos segurança total para operarmos os M-60 A3 TTS e os Leopards 1 A.
    Não custa nada tornar a falar da necessidade de criar uma empresa bélica de produtos pesados, oriunda da IMBEL + a EVIBRÁS, aproveitando o capital técnico intelectual de engenheiros e técnicos militares de alta competência para voltarmos a produzir blindados, como disse, a partir das experiências anteriores. A informação em um BLOG de defesa sobre a proibição da IMBEL de produzir armamentos pesados em tempo de Paz deve ser investigada urgentemente !!!!!!!!
    Inclusive, servirá tecnicamente, também para modernizar todos os tanques pesados do EB comprados em 2ª mão, como o M-60 A3TTS que além da saia de proteção, talvez possa colocar uma torre de 120mm, tipo Abrams.
    Competência bélica técnica industrial o Brasil tem e muita, só falta o governo recolocar os recursos orçamentários/financeiros para serem aplicados no Plano Estratégico de Defesa. Aliás, não é por menos que os nossos “grandes aliados do norte” nos vêem com muita cautela, pois, sabem se tentarem tirar nossas riquezas na “marra” terão “uma calorosa recepção”. Este Plano Estratégico de Defesa será, necessariamente, muito longo, com aplicações contínuas durante várias gestões governamentais, face o relaxamento técnico em que foram colocadas as nossas FAs. Os governos devem imediatamente providenciar as Fontes de Recursos permanentes para alimentar os Fundos de Reservas Orçamentárias / Financeiras que permitirão a execução do plano militar, ou, será um simples “fogo de palha” de campanha política. Deve a sociedade brasileira estar atenta, junto com os Srs. Comandantes Militares, para se assegurarem que ninguém quer fazer “graça política” de patriota de última hora. Não adianta ficar falando em SOCIAL, se não garantirmos o solo pátrio com suas riquezas naturais. Esperamos que não seja mais um “Engana João”, para esta sociedade que dorme sempre “ em berço esplêndido “. Luiz


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