Publicado por: Fred | Abril 24, 2009

Sobre o desenvolvimento do Míssil Anti Navio 1 (MAN 1) Parte 1

O Brasil vem retomando o desenvolvendo sua indústria de defesa desde a virada do milênio notadamente a área de mísseis chama a atenção, tanto pela importância estratégica quanto pelo nível de conhecimento técnico e industrial para sua produção.

Além do já conhecido Piranha, o MA1 A, e o desenvolvimento do seu sucessor o MA1B, o já anunciado MAR1, míssil anti radiação 1, inclusive com vendas confirmadas para o Paquistão, o desenvolvimento de bombas guiadas e de precisão e dos nossos velhos conhecidos foguetes de saturação de área o Astros já em sua segunda versão, temos o desenvolvimento do míssil superfície – superfície para uso naval, o já denominado míssil anti navio 1.

Inicialmente seu projeto monta a década de 80 e era então denominado “barracuda”, porém com a crise das décadas de 80 e 90 o projeto foi interrompido, ressurgindo no início do novo milênio. Em 2001 a marinha retomou o projeto do míssil nacional, com as seguintes necessidades básicas:

Utilizar os lançadores existentes nas embarcações da marinha

Alcance dentro dos sensores embarcados, aproximadamente de 60 km.

Estado da arte em controles e guiagem em vôo.

Custo de aquisição e operacional reduzido, porém compatível com o produto.

A parceira internacional escolhida foi a francesa MBDA, produtora dos exocet e as parceiras nacionais foram primeiramente a AVIBRAS e posteriormente a MECTRON bem como a ARES e outras empresas como a ENGEPRON, da Marinha e o CTEX do Exército.

A primeira fase de desenvolvimento foi a do motor foguete, com queima aproximada de 5 a 6 minutos, que deverá ter seus testes de campo iniciados em 2010.

Logo após o início do projeto iniciou-se a pesquisa e desenvolvimento dos lançadores e de comando telemétrico.

O próximo passo será o desenvolvimento do “seeker” e em seguida dos sistemas de pilhas térmicas.

O Projeto terá ainda longos 7 anos pela frente quando os mísseis estiverem plenamente operacionais, pois o projeto tem prazo de conclusão em 2016.

Na próxima parte seguirá uma entrevista do defesanet com Vice-Almirante (RM1) RONALDO FIÚZA DE CASTRO.


Respostas

  1. é um prazo longo – mas razoável – para o desenvolvimento de tal tecnologia e uma “porta aberta” para outros desenvolvimentos… estaremos atentos…

  2. opa com certeza, sempre atentos, hehehe, pena não ter conseguido mais informações….

  3. Já dizia o Mao Tse Tung que mesmo as maiores caminhadas começam apenas com um passo.

    O importante é garantir recursos e encomendas para esses produtos, de tal forma que o desenvolvimento deles, implique em novas idéias e consequentemente, novos sub-produtos.

  4. Caros Amigos.:

    O Brasil deve sim, continuar a aumentar a sua fabricação “Bélica”, pois precisamos de “Armas” de fabricação nacional, o que nos daria mais indepêndencia na área de defesa.

    Acho que o governo deveria aumentar as verbas nessa área, para que nós possamos desenvolver nossas armas mais rapidamente.

    Abraço a todos…

  5. E os inimigos que inexistem para o Brasil, constituindo-se nas bases para a assinatura do tratado de limitação de 300 km de alcance para os mísseis fabricados pelo Brasil? O Itamaraty, Escola Superior de Guerra, estrategistas do Exército, Marinha e Aeronáutica acham que o Brasil resolve as coisas na estilingada, isso resulta até num convite para uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU!!! É, Sr. Nelson Rodrigues você estava certo mesmo, au…au…au,
    pra que mísseis???


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